A aplicação destes tipos de Energias Renováveis não tem interesse prático na região do Algarve. O aproveitamento destas energias apenas tem lugar em algumas regiões costeiras e mares com características distintas das que ocorrem no litoral algarvio.
| As ondas | O resultado da combinação de forças exercidas pela gravidade, pela tensão superficial da água e pelos ventos leva à subida e descida da superfície da água do mar e sua propagação: as ondas. A profundidade do mar influencia a velocidade das ondas, junto à costa. As ondas junto à costa aumentam de altura e inclinação até rebentarem. |
| Como obter energia das ondas | As ondas possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devida à sua altura. Energia eléctrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas. No entanto existem problemas na utilização de centrais de energia das ondas, que requerem cuidados especiais: as instalações não podem interferir com a navegação e têm que ser robustas para poder resistir às tempestades mas ser suficientemente sensíveis para ser possível obter energia de ondas de amplitudes variáveis. |
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Central de energia das ondas - A maioria das instalações existentes são de potência reduzida, situando-se no alto mar ou junto à costa, e para fornecimento de energia eléctrica a faróis isolados ou carregamento de baterias de bóias de sinalização. |
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As instalação de centrais de potência média, apenas tem interesse económico em casos especiais de geometria da costa. O número de locais no Mundo em que esta situação ocorre é reduzido. Em Portugal foi construída uma central na ilha do Pico nos Açores. A central é do tipo de coluna de água oscilante, com uma turbina Wells de eixo horizontal que acciona um gerador eléctrico de velocidade variável com a potência de 400kW. A central fez os primeiros ensaios de funcionamento em 1999. |
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| As marés | O resultado da combinação de forças produzidas pela atração do Sol e da Lua e do movimento de rotação da Terra leva à subida e descida da água dos oceanos e mares: as marés. Os movimentos verticais da água dos oceanos, associados à subida e descida das marés é acompanhado dum movimento horizontal, denominado por correntes das marés. Estas correntes tem uma periodicidade idêntica à das oscilações verticais. Efeitos das zonas terrestres (bacias hidrográficas e baías, estreitos e canais) provocam restrições a estes movimentos periódicos podendo daí resultar elevadas amplitudes ou elevadas velocidades da corrente da maré. |
| Como obter energia a partir da energia das marés | Pode-se obter energia a partir das marés de duas formas: - através da energia associada ao movimento da água que passa quando a maré sobe ou desce; |
| - através de diques e comportas que retêm a água da maré cheia e são depois abertas quando o desnível for adequado, fazendo com que a água accione um mecanismo, fazendo-o rodar. | |
| Como obter energia eléctrica a partir das marés | Energia eléctrica pode ser obtida se for parado o movimento da água das
marés através dum dique e for utilizada a diferença de nível da superfície da água
entre os dois lados do dique para fazer accionar turbinas que accionem geradores de
electricidade. A amplitude da maré tem que ser superior a 5m para que este tipo de solução seja económica. O número de locais no Mundo em que esta situação ocorre é muito reduzido. Para além deste requisisto é ainda necessário que o local permita a construção dum dique adequado |
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Centrais talassomotrizes Na Europa foi construída uma central de produção de energia das marés em La Rance (França), a 10km da desembocadura do rio Rance no Canal da Mancha. Neste local a amplitude da maré é de 13m. As turbinas da central funcionam quando enche e quando esvazia o estuário do rio Rance. Está em funcionamento desde 1966 e produz cerca 550 GWh anualmente. |
Nota Histórica
Em Portugal existiu aproveitamento da energia das marés: moinhos de maré foram construídos, ao que tudo indica, a partir do séc. XIII do Minho ao Algarve na desembocadura dos rios, estuários e em rias.
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Moínho de Maré do Parque Natural da Ria Formosa em Aldeia de Marim, designado Moínho Novo de Marim, que entrou em funcionamento pela primeira vez a 15 de Agosto de 1855. |
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Centrais para produção de energia eléctrica podem ser construídas como base na diferença de temperatura entre níveis da água do mar. Para ser possível obter electricidade é necessária uma diferença de 20ºC entre as temperaturas das águas à superfície (mais quentes) e nas zonas mais profundas do mar (mais frias).
Este tipo de aproveitamento energético é designado por Conversão de Energia Térmica dos Oceanos. Até hoje foi apenas utilizada em projectos de demonstração no Japão e no Havai.
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